quarta-feira, 20 de outubro de 2010

SAIS MINERAIS - VIII

------Vanádio: O vanádio tem a propriedade de inibir a formação de placas de colesterol nos vasos sangüíneos (Mindell). Devem-se consumir em torno de 20 mg por dia desse elemento, cujas principais fontes são os peixes.


------Zinco:
Regula e direciona o fluxo dos processos físicos orgânicos, mantém os sistemas enzimáticos e celulares; é elemento fundamental na produção das proteínas orgânicas; orienta a contractilidade muscular; participa na formação da insulina; mantém a estabilidade sangüínea e participa na manutenção do equilíbrio ácido-básico do organismo; normaliza a próstata e participa no desenvolvimento dos órgãos da reprodução; etc. A ingestão diária recomendada aos adultos é de 15 mg e não se devem utilizar ingestões superiores a 150 mg por causa de efeitos tóxicos (Mindell).

------Segundo a ANVISA*, as indicações de ingestão diárias são: de 0 a 6 meses – 2,8 mg; de 7 meses a 3 anos – 4,1 mg; de 4 a 6 anos – 5,1 mg; de 7 a 10 anos – 5,6 mg; adultos – 7 mg; gestantes – 11 mg; e lactantes – 9,5 mg.

------Sal de cozinha: O sal de cozinha é constituído por dois sais minerais já vistos acima, o cloro e o sódio; daí seu nome químico “cloreto de sódio”.

------O corpo humano possui cerca de 200 gramas desse sal, sendo encontrado no sangue, na linfa, na bílis, na urina, no suor e nas lágrimas na proporção de 3 a 5 gramas por litro.

------O organismo humano elimina diariamente, através das vias excretoras – urina, suor, etc, cerca de 15 gramas de cloreto de sódio.

------A falta desse sal no sangue leva os glóbulos vermelhos a se deformarem até a sua dissolvência no soro sangüíneo.

------Devido ao cloro e ao sódio que fornece e por si mesmo, como uma combinação desses elementos, o sal de cozinha possui algumas funções no organismo:

- participa do equilíbrio ácido-básico;

- intervém no equilíbrio hidrossalino (troca entre o meio hídrico e as células);

-mantém a concentração molecular dos humores orgânicos em determinado nível, contribuindo, com a água, para a formação do ambiente para as células;

- influi na ativação de certas enzimas (amilase pancreática, etc.);

- tem ação sob inúmeros processos metabólicos;

- concorre para a formação do ácido clorídrico que se encontra no suco gástrico e que é indispensável à digestão dos alimentos com proteínas;

- é um poderoso anti-séptico.

------Devido à sua grande importância, pode-se dizer que dieta alguma que não seja rigorosamente acompanhada por médicos deve ser isenta da utilização do cloreto de sódio. É importante dizer ainda que uma porção de 4 gramas desse sal adicionados aos alimentos é, normalmente, o suficiente para suprir as necessidades orgânicas diárias dessa substância, pois, o restante, em torno de 2 gramas, pode ser obtido diretamente dos alimentos que já o contenham em sua própria constituição..

------Consumir muito pouco sal de cozinha causa prejuízos ao organismo, porém o consumo excessivo também, pois, nessas condições, afetam-se seriamente os rins e o coração, causando várias doenças; provoca a retenção de líquidos aumentando a pressão arterial (hipertensão arterial) e, como o corpo humano possui artérias espalhadas por toda parte, inclusive pelos órgãos, eles também sofrem os efeitos dessa elevação na pressão, o que lhes causa sobrecarga e, por isso, mau funcionamento, levando-o ao estresse, entre outras coisas.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SAIS MINERAIS VII

______Selênio: Como antioxidante retarda o envelhecimento e o endurecimento dos tecidos pela oxidação. Funciona melhor, se ingerido com a vitamina E, que também é antioxidante. Como todo antioxidante, neutraliza certas substâncias cancerígenas e, por isso, é fator de proteção contra alguns tipos de cânceres. Também tem a função de aliviar as ondas de calor e os incômodos da menopausa. E, ainda, auxilia no tratamento e na prevenção da caspa (Mindell).

______Segundo Candela e Blanco, as necessidades de selênio diárias para os adultos são de 55 a 70 mcg, aumentando-se em 15 a 20 mcg durante a amamentação e, possivelmente, de 65 a 70 mcg durante a gravidez. Conforme ANVISA* as IDR são as seguintes: de 0 a 6 meses – 6 mcg; de 7 a 11 meses – 10 mcg; de 1 a 3 anos – 17 mcg; de 4 a 10 anos – 21 mcg; adultos – 34 mcg; gestantes – 30 mcg; e lactantes – 35 mcg.

______É importante saber que não se deve ingerir doses acima de 200 mg por motivo de toxidez (Mindell).

______Silício: O silício possui as seguintes principais funções no organismo humano:

- combinado com o cálcio, consolida os ossos e as artérias, conservando-lhes a flexibilidade;

- participa na formação da pele, das membranas, das vísceras, das unhas e dos cabelos

- combinado com o enxofre é imprescindível para o crescimento dos cabelos.

- é necessário no combate à arteriosclerose, às enfermidades da pele e ao raquitismo.

______A falta de silício no organismo produz os seguintes sintomas: alterações na pele, anormalidade no sangue, apostemas, calvície, canície, desordens no sistema nervoso, fadiga cerebral, gengivas frouxas, muita sede durante a noite, tendência a supurações, tosse, transpiração excessiva, veias varicosas.

______Sódio: No organismo humano, encontra-se na proporção de aproximadamente 1 grama por quilograma de peso corporal. É encontrado principalmente nos líquidos extracelulares e no plasma sangüíneo, combinado com o cloro (cloreto de sódio) ou com o ácido carbônico (bicarbonato de sódio). A absorção do sódio se dá em pequena parte no estômago e o resto no intestino. A sua excreção se dá 95% através da urina e em pequena proporção através do suor.

______As principais funções do sódio no organismo humano são:

- participa do equilíbrio ácido-básico;

- impede o cálcio e o magnésio de formarem cálculos biliares e nefríticos;

- previne, até certo ponto, a coagulação sangüínea;

- contribui para a formação da bílis;

- filtra através do sistema linfático as substâncias venenosas fora da corrente sangüínea.

______Os sintomas gerados pela deficiência de sódio no organismo humano são: astenia, cãimbras fortes, catarros, contrações musculares dolorosas, diminuição da atividade mental, diminuição da capacidade de retenção de água, diminuição da contratilidade e da excitabilidade do músculo cardíaco, endurecimento das artérias, irritabilidade, língua seca, melancolia, olfato débil, pele seca, perturbações digestivas (acidez gástrica, flatulência no estômago, inapetência, indigestões, náuseas, vômitos), pés frios, queda de peso, sono durante o dia, tendências a erupções, vertigens.

______Normalmente, não se tem carência de sódio no organismo, pois, além de os alimentos conterem uma boa proporção desse elemento, ele é adicionado às refeições na forma de cloreto de sódio, que é o sal de cozinha.

______O excesso de sódio no organismo pode levar à hipertensão (elevação da pressão a valores acima dos normais, no interior de um órgão ou de um sistema como, por exemplo, o sistema arterial).

______As recomendações diárias de sódio são: infância: de 0 a 6 meses – 115 a 350 mg, de 6 a 12 meses – 250 a 750 mg; jovens e adolescentes: de 1 a 3 anos – 325 a 975 mg, de 4 a 6 anos – 450 a 1350 mg, de 7 a 10 anos – 600 a 1800 mg, a partir de 11 anos – 900 a 2700 mg; e adultos – 1100 a 3300 mg.

______Leia sobre outros sais minerais na próxima postagem.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

SAIS MINERAIS VI

______Manganês: No organismo humano, encontra-se manganês em maior concentração no pâncreas, nos rins, nas glândulas supra-renais e no fígado. Suas principais funções são:

- atuar como fator de crescimento; e é importante para a boa estrutura óssea;

- influir na reprodução;

- prevenir certo tipo de osteodistrofia;

- intervir no metabolismo do cálcio, do fósforo e da vitamina B1 – quando em excesso, o manganês produz um esgotamento mais rápido da vitamina B1;

- ativar certas enzimas, o que é importante para a boa digestão e o bom aproveitamento dos alimentos.

______A falta de manganês no organismo humano produz os seguintes sintomas: condições neuróticas e histéricas, contrações no estômago, desmaios, memória débil, modorra, olhos vermelhos e inchados, palpitações cardíacas, pensamentos desconexos, respiração difícil, sensibilidade nos mamilos.

______As ingestões diárias recomendadas de manganês são: infância: de 0 a 6 meses – 0,3 a 0,6 mg (0,003**), de 7 a 11 meses – 0,6 a 1,0 mg (0,6**); jovens e adolescentes: de 1 a 3 anos – 1,0 a 1,5 mg (1,2**), de 4 a 6 anos – 1,5 a 2,0 mg (1,5**), de 7 a 10 anos – 2,0 a 3,0 mg (1,5**), e a partir dos 11 anos – 2,2 a 5,0 mg; adultos – 2,0 a 5,0 mg (2,3**); gestantes** - 2,0 mg; e lactantes** - 2,6 mg.

______Molibdênio: Conforme Mindell, auxilia o metabolismo dos carboidratos e das gorduras; e entra na constituição da enzima que permite a utilização do ferro pelo organismo.

______As recomendações que se faz são: infância: de 0 a 6 meses – 15 a 30 microgramas (mcg) (2**), de 7 a 11 meses – 20 a 40 mcg (3**); jovens e adolescentes: de 1 a 3 anos – 25 a 50 mcg (17**), de 4 a 6 anos – 30 a 754 mcg (22**), de 7 a 10 anos – 50 a 150 mcg (22**), e a partir dos 11 anos – 75 a 250 mcg; adultos – 75 a 250 mcg (45**); gestantes e lactantes** - 50 mcg..

______Potássio: O potássio encontra-se no organismo humano na proporção de 2,5 gramas por quilograma de peso corporal.

______O potássio é absorvido pelo intestino e passa para o sangue onde circula no plasma, usualmente nas hemácias, em que a sua concentração é em torno de 0,5 a 0,6%, sendo daí levado aos tecidos. Suas principais funções no organismo humano são:

- concorre para manter o equilíbrio ácido-básico;

- juntamente com o sódio, regula o equilíbrio hídrico;

- desempenha papel na contratilidade – aumenta a excitabilidade da célula quando em baixa concentração e inibi-a quando em alta concentração.

______A falta de potássio no organismo causa os seguintes sintomas: angústia no estômago; atrofia dos músculos; cãimbras; cefalalgia; chagas que não se cicatrizam; dores e debilidades no coração; hemorragias nasais; hidropisia; insônia; mau funcionamento do fígado; neurastenia; olhos fundos, vermelhos e sem brilho; pústulas; tornozelos inchados.

_____O excesso de potássio no organismo pode causar úlceras no intestino delgado e parada cardíaca.

_____As recomendações diárias em mg são as seguintes: infância: de 0 a 6 meses – de 350 a 925, de 7 a 11 meses – de 425 a 1275; jovens e adolescentes: de 1 a 3 anos – de 550 a 1650, de 4 a 6 anos – de 775 a 2325, de 7 a 10 anos – de 1000 a 3000, e acima de 11 anos até a idade adulta – de 1525 a 4575; e adultos – de 1875 a 5625.

_____As fontes mais importantes de potássio são as hortaliças, as frutas e as nozes.

____Leia sobre outros sais minerais na próxima postagem.

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sábado, 5 de junho de 2010

SAIS MINERAIS V

Germânio: não se sabe ao certo qual deve ser a dose diária a ser ingerida dessa substância, mas o G – 132 orgânico de Asai mostrou-se não tóxico mesmo com ingestões de até 10 gramas diárias e por vários meses.

Iodo: O iodo entra no organismo humano na quantidade de 20 a 50 mg distribuídos da seguinte forma: 50% nos músculos, 20% na tiróide, 10% na pele, 6% no esqueleto, e o restante nos diversos líquidos e órgãos do corpo.

Ingerido com os alimentos, é absorvido, no intestino, como iodeto que, na tireóide, é utilizado para formar a iodotireoglobulina, que é usada para a secreção do hormônio tireóideo e, assim, o metabolismo do iodo está intimamente ligado ao bom funcionamento da tireóide.

Através do hormônio produzido pela tireóide, o iodo tem as seguintes funções no organismo humano:

- estimula o crescimento;

- excita o sistema nervoso vegetativo;

- melhora o nível da inteligência;

- aumenta a oxidação (queima) dos alimentos;

- regula a produção de calor orgânico;

- estimula a motilidade (capacidade de mover-se espontaneamente) gástrica;

- influencia a absorção intestinal.

Alguns sintomas da deficiência de iodo no organismo são os seguintes: bócio; condições tóxicas; crescimento retardado; deficiência mental; desenvolvimento sexual insuficiente; dores no coração; gosto de gordura na boca; intumescimento dos braços; pele pálida, seca e escamosa; pulso alternadamente lento e rápido; respiração curta e rápida; transtornos glandulares. O excesso dessa substância também causa o bócio.

As necessidades diárias de iodo são as seguintes: infância: de 0 a 6 meses – 40 microgramas (mcg = μg) (90**), de 7 a 11 meses – 50 mcg (135**); jovens de 1 a 3 anos – 70 mcg (75**), de 4 a 6 anos – 90 mcg (110**), e de 7 a 10 anos- 120 mcg (100**); sexo masculino e feminino a partir de 11 anos – 150 mcg (adultos** - 130); gestantes – 175 mcg (20**); e lactantes – 200 mcg.

O iodo é excretado 50% pela urina, 40% pelo suor e 10% pela umidade da respiração.

Eis alguns alimentos que contêm razoável proporção de iodo: agrião, alcachofra, alface, alho, cebola, cenoura, couve-flor, ervilha, aspargo, espinafre, fava, feijão, rabanete, tomate, e as plantas marinhas. Também são fontes de iodo: sal iodado e alimentos marinhos.

Magnésio: O magnésio entra na constituição da clorofila, por isso suas fontes principais são os vegetais folhudos verdes, de onde é retirado pelas secreções gástricas para ser absorvido pelo intestino. Sua excreção ocorre através da urina e das fezes.

No corpo humano, encontra-se na proporção de 0,045%. As ingestões de magnésio diárias recomendadas são: infantil – 30 mg (36**) até 6 meses e depois, até aos 12 meses – 75 mg (53**); jovens de 1 a 3 anos – 80 mg (60**), e depois, até aos 8 anos – 130 mg (4-6 anos** - 73; e 7-10** - 100); sexo feminino dos 9 aos 13 anos – 240 mg, dos 14 aos 18 anos – 360 mg, dos 19 aos 30 anos – 310 mg, e a partir dos 31 anos – 320 mg; sexo masculino dos 9 aos 13 anos – 240 mg, dos 14 aos 18 anos – 410 mg, dos 19 aos 30 anos – 400 mg, e a partir dos 31 anos – 420 mg; gestantes: até 18 anos – 450 mg, dos 19 aos 30 anos – 350 mg, e dos 31 aos 50 anos – 360 mg; e lactantes: até 18 anos – 360 mg, dos 19 aos 30 anos – 310 mg, e dos 31 aos 50 anos – 320 mg. [Obs: conforme ANVISA*: adultos (não há distinção de sexos ou idades) – 260 mg/dia; gestantes (não há distinção de idades) – 220 mg/dia; e lactante (não há distinção de idades) – 270 mg/dia.]

As funções do magnésio no organismo humano são:

- desempenha papel como co-enzima no metabolismo do fósforo, do cálcio, da vitamina C, do sódio e do potássio;

- ativa o metabolismo dos glicídios;

- exerce ação no controle da excitabilidade neuromuscular;

- combate a tensão nervosa; etc.

A falta de magnésio no organismo gera os seguintes sintomas: acidez, debilidade nos músculos abdominais, desejo de tomar bebidas azedas, desmaios, dor no pescoço e nos ombros, expectoração amarelada, gases intestinais, menstruação escassa, micção freqüente, neuralgias, olhos amarelos, prisão de ventre, tetania.

O excesso de magnésio no organismo humano produz respiração e reflexos (relativos aos tendões profundos) debilitados.

Leia sobre outros sais minerais na próxima postagem.

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

OLÁ VISITANTE!

--------Agradecemos sua visita.
--------Como estamos em uma época propícia às infecções corporais por microorganismos, principalmente devido ao clima, e devido ao fato de a dieta de cada um ter ralação direta com as condições de defesas de seu organismo contra tais, deixamos aqui a sugestão de que leia as postagens anteriores.
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sábado, 13 de março de 2010

SAIS MINERAIS - IV

------Ferro: No organismo humano há cerca de 4 g de ferro, a maior parte se acha no sangue, mais precisamente nas hemácias, que dão o tom colorido aos glóbulos vermelhos (hemoglobinas). Há também o ferro de reserva, que se encontra armazenado no fígado e no baço, para ser transportado para a medula óssea, onde são formados os glóbulos vermelhos.
------Graças ao ferro neles contidos, os glóbulos vermelhos podem reagir com o oxigênio dos pulmões para transportá-lo até as células do corpo, onde ele realiza seu trabalho de oxidação, e pode ainda reagir com o gás carbônico excretado pelas células para levá-lo até os pulmões, donde ele é eliminado do organismo.
------Outro importante papel do ferro contido no organismo é participar da formação de enzimas que trabalham nas oxidações celulares.
------A deficiência de ferro no organismo humano impede a adequada oxigenação das células causando muitos males e até a morte; já a inadequada oxidação celular impede o devido aproveitamento das substâncias nutritivas presentes nas células e causa o aumento de substâncias tóxicas na corrente sangüínea.
------Os sintomas que denunciam a deficiência de ferro no organismo são os seguintes: anemia, completa sequidão na garganta, dor alternada no baço e nos rins, fadiga ao ler ou falar, gosto de sangue na boca, leucorréia, opressão no peito, palidez, palpitação do coração ao levantar-se, poluções (ejaculações) noturnas, tremor nos membros inferiores.
------O excesso de ferro no organismo causa a siderose (concentração de ferro em órgãos – causando o seu mau funcionamento e, por isso, por exemplo, doenças pulmonares, cirrose hepática e diabetes), e a hemocromatose (distúrbio no metabolismo do ferro, que entre outras coisas causa: cirrose hepática, diabetes mellitus, alterações ósseas e articulares) hereditária.
------As recomendações diárias de ferro em miligramas (mg) são: infância: de 0 a 6 meses – 6 (0,27**), de 7 a 11 meses – 10 (9**); jovens de 1 a 10 anos – 10 (1-6 anos** - 6; e 7-10 anos** - 9); sexo masculino: de 11 a 18 anos – 12 e de 19 anos em diante – 10 (adultos** - 14); sexo feminino: de 11 a 50 anos – 15, e a partir do 51 anos – 10; gestantes – 30 (27**); e lactantes – 15.

------Flúor: O flúor entra na constituição dos ossos e dos dentes.
------A deficiência de flúor no organismo é também detectada pelos seguintes sintomas: apetite insaciável, cãimbras nas pernas, cálculos, dentes cariados, esterilidade, língua obscura e viscosa, propensão a infecções, tendência à surdez, tumores nos ossos, ulcerações, unhas doentes, vista débil. O seu excesso causa alterações nos ossos e no esmalte dos dentes.
------Alguns alimentos ricos em flúor: agrião, alho, aveia, beterraba, brócolis, cebola, couve, couve-flor, escarola, espinafre, fava, feijão, gema de ovo, maçã, trigo; e a água potável (que fornece o fluoreto).
------As recomendações diárias de fluoreto são: infância: de 0 a 6 meses – 0,1 a 0,5 mg (0,01**), de 7 a 11 meses – 0,2 a 1,0 mg (0,5**); jovens e adolescentes: de 1 a 3 anos – 0,5 a 1,5 mg (0,7**), de 4 a 6 anos – 1,0 a 2,5 mg (1,0**), de 7 a 10 anos – 1,5 a 2,5 mg (2,0**), e a partir de 11 anos – 1,5 a 2,5 mg; e adultos – 1,5 a 4,0 mg (4,0**); gestantes e lactantes** - 3 mg.

------Fósforo: No corpo humano, o fósforo encontra-se sob as formas orgânica (ésteres) e inorgânica (fosfatos) na proporção de 1% do peso corporal e acha-se assim distribuído: ossos e dentes, 90%; músculos, 9%; e sistema nervoso, 1%.
------A absorção e fixação do fósforo estão ligadas a diversos fatores: o bom funcionamento de certas glândulas, como a tireóide; à presença adequada de vitamina D e de cálcio; etc.
------O fósforo, em forma de sais minerais, contido nos vegetais, é absorvido no nível do intestino e excretado 55% pela urina e 45% pelas fezes.
------As funções mais importantes do fósforo no organismo humano são as seguintes:
- em combinação com o cálcio, concorre para a formação dos ossos e dentes;
- intervém no mecanismo regulador do equilíbrio ácido-básico do organismo;
- participa do metabolismo intermediário dos glucídios e, provavelmente, dos lipídios e protídios;
- é exigido pelo organismo para a utilização das vitaminas do complexo B;
- influi sobre a reprodução e a lactação; etc.
------A falta de fósforo no organismo é assinalada pelos seguintes sintomas: acentuada extenuação nos braços e pernas, adormecimentos, albuminúria, deficiente desenvolvimento dos ossos e dentes, dores na próstata, fadiga mental, impotência, neurastenia.
------As necessidades diárias em mg são as seguintes: infantil – 210 (0-6 meses** - 100; e 7 a 11 meses** - 275); jovens de 1 a 8 anos – 460 a 500 (1-3 anos** - 460; e 4-6 anos** - 500); jovens acima de 9 anos e adolescentes até os 18 anos – 1250 (1,25 g); adultos acima de 19 anos – 700; gestantes e lactantes: até 18 anos – 1250 (1,25 g), e acima dessa idade – 700.
------Uma absorção de fósforo muito além daquela necessária estimula o hiperparatireoidísmo (funcionamento excessivo das paratireóides) secundário, o que pode levar à perda óssea.


------Leia sobre outros sais minerais na próxima postagem.
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

SAIS MINERAIS - III

------Cobre: Auxilia a produção de hemoglobinas (catalisação de B12 com o ferro), ativa enzimas e hormônios. Uma boa fonte alimentar dessa substância é o fígado. Permite que a tirosina seja utilizada como elemento de pigmentação do cabelo e da pele. É essencial no aproveitamento da vitamina C (Coltro; Mindell).
------A carência desse sal mineral causa deficiências nas bainhas que envolvem determinados nervos, prejudica o sangue (causa anemia) e os pêlos.
------As necessidades diárias recomendadas são: infância: 0 a 6 meses – 0,3 a 0,6 mg (0,2**), de 7 a 11 meses – 0,6 a 0,7 mg (0,22**); jovens e adolescentes: de 1 a 3 anos – 0,7 a 1,0 mg (0,34**), de 4 a 6 anos – 1,0 a 1,5 mg (0,44**), de 7 a 10 anos – 1,0 a 2,0 mg (0,44**), e de 11 anos em diante – 1,5 a 2,5 mg; e adultos – 1,5 a 3,0 mg (0,9**). Na gravidez a ingestão diária deve ser a mesma que no estado normal, mas durante a amamentação deve-se aumentar em 0,3 mg a dosagem diária (Candela e Blanco) [(gestantes** - 1,0 mg; e lactantes** - 1,3** mg)].

------Cromo: Coadjuvante da insulina no metabolismo de carboidratos, participando no controle do diabete; auxilia no encaminhamento adequado das proteínas, auxiliando o crescimento e, além disso, ajuda no combate à pressão sangüínea alta. As recomendações diárias dessa substância são: infância: de 0 a 6 meses – 10 a 40 microgramas (mcg) (0,2**), de 7 a 11 meses – 20 a 60 mcg (5,5**); jovens e adolescentes: de 1 a 3 anos – 20 a 80 mcg (11**), de 4 a 6 anos – 30 a 120 mcg (15**), de 7 a 10 anos – 50 a 200 mcg (15**); adultos – 50 a 200 mcg (35**); gestantes** - 30 mcg; e lactantes** - 45 mcg..
------Sua deficiência causa má tolerância à glicose e o aumento na taxa de colesterol. Algumas de suas principais fontes são as carnes, os cereais integrais, os grãos, as nozes e os frutos do mar.

------Enxofre: Esse mineral importante para a conservação de nossa saúde é absorvido no intestino sob a forma de ácidos aminados e sulfatos (de sódio, de potássio, de magnésio) e sua excreção faz-se em grande parte pela urina e em pequena parte pelas fezes, pela bílis (bile), pela saliva e pelas secreções gástricas e intestinais.
------O enxofre ocorre em abundância na parte cortical das glândulas supra-renais donde se espalha por todo o organismo. Ocorre abundantemente também no fígado, nos rins e nas glândulas genitais. No sangue arterial é encontrado na proporção de 15 mg por cm3.
------As principais funções do enxofre no organismo humano são:
- exerce função plasmática, concorrendo para a reparação e a construção dos tecidos;
- representa papel importante nas trocas orgânicas, pois intervém poderosamente na divisão celular, daí sua grande necessidade no período de crescimento;
- entra na constituição do aminoácido aminado denominado cistina, formador do núcleo sulfurado das proteínas;
- contribui para a estrutura da molécula da vitamina B1;
- age como desinfetante, auxiliando o combate do organismo aos micróbios e aos próprios parasitas, como a tênia e a lombriga que procuram invadir os intestinos;
- é auxiliar do fígado na secreção da bile; etc.
------A fim de aproveitar melhor o enxofre contido nas frutas e verduras, deve-se consumi-las cruas.
------Os sintomas produzidos pela falta de enxofre são: ardor na garganta; astenia (fraqueza orgânica, debilidade); depressão nervosa; entorpecimento mental; histerismo; intumescimento do fígado, baço e útero; neurite; saliva fétida; sensação de ardor no abdome.
------As necessidades diárias de enxofre para um humano adulto são próximas de 0,5 g.
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

SAIS MINERAIS - II

Cálcio: O organismo humano nem sempre aproveita todo o cálcio contido nos vários alimentos, de uns absorve mais e de outros, menos, como por exemplo: do leite aproveita até 91%; do brócolis, cerca de 79%; da couve-flor, 69%; do alface, 84%; da couve, 76%; do espinafre, rico em cálcio, pode aproveitar apenas uma proporção relativamente baixa; do caruru e da bertalha, apenas 50%.

As dificuldades de absorção do cálcio estão relacionadas à sua forma de apresentação nos alimentos – os oxalatos de cálcio são insolúveis e, por isso, praticamente não absorvíveis pelo organismo humano. Também interferem na absorção e fixação do cálcio: a menor ou maior presença de ácidos e gorduras, vitamina D e vitamina C, que são substâncias que favorecem a absorção e fixação do cálcio; e a função de certas glândulas: as paratireóides, a tireóide, as supra-renais, a hipófise e as gônadas, que regulam o metabolismo do cálcio.

Funções do cálcio no organismo:

- juntamente com o fósforo, construtor dos ossos e dentes;

- auxilia na coagulação do sangue;

- constitui o cimento intercelular;

- atua para aumentar o consumo de oxigênio dos tecidos;

- auxilia, nos músculos, a fase de recuperação, retardando a fadiga;

- reforça a membrana celular e diminui a permeabilidade, impedindo a dispersão de colóides;

- diminui a excitabilidade neuromuscular;

- coordena a ação do sódio e do potássio na contração cardíaca;

- ativa a ação do lab-fermento contido no estômago;

- contribui para manter o equilíbrio do ferro no organismo;

- é indispensável ao aproveitamento do fósforo, com o qual anda sempre unido, e com o qual deve se apresentar numa proporção de dois para um (Mindell);

- tem ação na defesa do organismo contra as infecções.

– alivia a insônia (Mindell).

Dietas pobres em cálcio produzem no organismo os seguintes males:

01 – enfraquecem-se as defesas contra as infecções;

02 – o sistema nervoso revela fácil irritabilidade, ocorrendo explosões nervosas, insônia, etc; além disso, há também a predisposição para as convulsões; manifesta-se a tetania e a espasmofilia; etc.;

03 – enfraquece-se a descontração muscular (câimbras freqüentes);

04 – o sangue não se coagula normalmente (perigo de hemorragias);

05 – o raquitismo;

06 – e também os seguintes sintomas: cárie dental, cefaléia à tarde, desnutrição, dores agudas nos órgãos genitais, melancolia, osteomalácia, palpitações do coração ao subir escadas, supurações, tumefação dos gânglios inguinais.

A doença causada por depósitos de cálcio ocorre devido ao excesso de absorção dessa substância causado por doses excessivas de vitamina D ou ao excesso de cálcio no sangue devido ao funcionamento excessivo das paratireóides, ou, ainda, por doença desconhecida, ou por ingestão excessiva (mais de 2 gramas de cálcio por dia provoca a hipercalcemia (Mindell)).

Perdem-se diariamente, através da urina e das fezes, cerca de 660 mg de cálcio, por isso há a necessidade de se incluir essa substância nas refeições diárias. As recomendações em mg/dia são: infantil – 210 (0-6 meses** - 300; 7-11 meses** - 400); jovens de 1 a 3 anos – 500, de 4 a 8 anos – 800 (4-6 anos** - 600; 7-10 anos** - 700); jovens acima de 9 anos e adolescentes até 18 anos – 1300 (1,3 gramas/dia); adultos a partir dos 19 anos até 50 anos – 1000 (1 g/dia); adultos acima de 51 anos – 1200 (1,2 g/dia); gestantes e lactantes: até 18 anos – 1300 (1,3 g/dia), e acima de 19 anos – 1000 (1 g) gestantes** – 1200; lactantes** - 1000).

A exposição aos raios solares e a vitamina D são elementos necessários para a fixação de cálcio no organismo. Além disso, o emprego da lactose, açúcar do leite, juntamente com outros alimentos, aumenta a absorção e fixação do cálcio.

A carne, a manteiga e o pão são alimentos pobres em cálcio. Por outro lado, o leite, os ovos, as verduras, as nozes e algumas frutas são fontes ricas de cálcio.

Cloro: O cloro, encontrado na Natureza somente combinado com outras substâncias – como o sódio, potássio e o magnésio –, no ser humano adulto, está presente numa quantidade pouco maior que 1 grama por quilograma de peso corporal e distribuído nas secreções, nas células e nos líquidos extracelulares. No suco gástrico, o cloro se apresenta sob a forma de ácido clorídrico livre e também combinado em forma de sais; no sangue, aparece sob a forma de cloreto de sódio. A absorção do cloro ocorre através do intestino, e sua excreção ocorre principalmente pela urina e depois pelas fezes e suor.

As funções do cloro no organismo humano são:

- participa do equilíbrio ácido-básico do sangue;

- concorre para a pressão osmótica, juntamente com o sódio e o potássio;

- desempenha papel importante como constituinte dos sucos gástricos, pancreáticos e entéricos, e da bílis; ajuda a eliminar os metabólitos (substâncias geradas pelo metabolismo) do organismo porque auxilia o bom funcionamento do fígado.

A necessidade diária de cloro para um ser humano adulto é de aproximadamente 5 g, e, numa dieta onde está presente o sal de cozinha, essa necessidade normalmente é satisfeita.

A falta de cloro no organismo humano produz os seguintes sintomas: dores nos ossos, fome constante, intumescimento do abdômen, membros pesados, sensação de calor nos rins, sono perturbado (com grunhidos, gemidos, angústia), pele verde-amarela, prostração nervosa, urina sanguinolenta.

As recomendações diárias de ingestão de cloro são as seguintes: infância: de 0 a 6 meses – 275 a 700 mg, de 6 a 12 meses – 400 a 1200 mg; jovens e adolescentes: de 1 a 3 anos – 500 a 1500 mg, de 4 a 6 anos – 700 a 2100 mg, de 7 a 10 anos – 925 a 2775 mg, e a partir de 11 anos – 1400 a 4200 mg; e adultos – 1700 a 5100 mg.

Cobalto: Conforme Mindell, o cobalto faz parte da vitamina B12 e é matéria fundamental aos glóbulos vermelhos do sangue, por isso sua deficiência causa a anemia. Não há recomendações de ingestão diária, mas o consumo próximo a 8 mcg por dia satisfaz as necessidades orgânicas dessa substância (Mindell).

Leia sobre outros sais minerais na próxima postagem.

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domingo, 31 de janeiro de 2010

SAIS MINERAIS - I

Os sais minerais podem ser divididos em dois grupos: macrominerais – aqueles necessários ao organismo em quantidades maiores do que 100 miligramas por dia (cálcio, fósforo, sódio, potássio, cloreto e magnésio); e microminerais (ou elementos traço) – aqueles necessários em quantidades menores do que 100 mg/dia (cromo, cobalto, cobre, iodo, ferro, manganês, molibdênio, selênio, silício, zinco e fluoreto).

No corpo humano, há 1,5% de cálcio, 1% de fósforo e 1,5% de outros minerais, como sódio, potássio, cloro, magnésio, ferro, iodo, bromo, enxofre, e traços de cobre, zinco, alumínio, silício, flúor.

Os sais minerais são substâncias que, como nutrientes, funcionam regulando o organismo humano e, conforme Coltro, as funções por eles exercidas são extremamente importantes; e, além disso:

- constituem os ossos e os dentes;

- entram na constituição de certos tecidos moles do organismo, como os músculos;

- agem como co-fatores de certas enzimas;

- desempenham papel na contratilidade vascular;

- controlam os movimentos dos fluídos do corpo;

- desempenham papel na manutenção do vigor do sistema nervoso; sua falta propicia a irritabilidade nervosa;

- desempenham papéis fundamentais nos processos de coagulação do sangue;

- regulam a respiração, a digestão, o ritmo cardíaco, etc;

- contribuem para as funções glandulares;

- agem como reguladores do equilíbrio ácido-básico do organismo;

-desempenham papel no transporte do oxigênio dos pulmões para os tecidos, e do gás carbônico dos tecidos para os pulmões.

Cada célula, cada tecido, cada órgão do corpo necessita de sais minerais. O sistema nervoso, por exemplo, requer magnésio; os músculos, potássio; o sangue, ferro, cobre e manganês; os ossos e dentes, fósforo e cálcio; as cápsulas supra-renais, sódio; etc. Sem a presença de sais minerais, as vitaminas não podem realizar suas funções e nem mesmo são absorvidas pelo organismo humano (Coltro; Mindell), mas a ingestão excessiva de minerais intoxica o organismo humano e causa, entre outras coisas, náuseas, diarréia e irritabilidade.

Normalmente, para serem absorvidos, os minerais requerem a presença de proteínas; também o transporte e o depósito dessas substâncias requerem a presença de proteínas especiais. Contudo a absorção pode ser atrapalhada pela presença de outras substâncias na alimentação, o que pode ser suprido, em condições orgânicas “normais”, pela ingestão de boas quantidades de diferentes cereais integrais, vegetais (leguminosos e verduras), carne, leite e seus derivados. A excreção dos sais minerais ocorre através do suor, da urina e das fezes (os não absorvidos e os derivados da bile).

Alguns sais minerais, suas funções no organismo e as suas IDR:

(Obs: ** = segundo ANVISA*, e os valores numéricos acompanhados de ** indicam quantidades das mesmas unidades de medidas dos números que os antecedem, em cada caso.)

Boro: Recomendação diária de 3 mg.

Leia sobre outros sais minerais na próxima postagem.

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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

VITAMINAS - VII

-----Vitamina K (K1, K2 e K3): Sua função específica é assegurar a coagulação do sangue, graças à sua ação anti-hemorrágica. Alguns sintomas de sua deficiência são: dores abdominais, colite, e calvície.
-----As fontes alimentícias da vitamina K são, entre outras: alfafa, gema do ovo, óleos vegetais (de soja, de açafrão), óleo de fígado de peixe, algas, verduras e iogurte.
-----Como as bactérias intestinais podem sintetizar a vitamina K, pode-se dispensar a sua ingestão juntamente com os alimentos e, por isso não há recomendações diárias de ingestão; contudo uma ingestão de 300 mcg é considerada adequada para um adulto; por outro lado, são consideradas tóxicas ingestões maiores que 500 mcg de vitamina K sintética (K3) (Mindell). Candela e Blanco propõem uma ingestão diária de 1 mg, incluindo-se as gestantes e as lactantes.
-----Pela ANVISA** temos as seguintes recomendações diárias: 0-6 meses – 5 mcg; 7-11 meses – 10 mcg; 1-3 anos – 15 mcg; 4-6 anos – 20 mcg; 7-10 anos – 25 mcg; adultos – 65 mcg; e gestantes e lactantes – 55 mcg

-----Vitamina L: necessária para a amamentação.

-----Vitamina P – complexo C, bioflavonóides cítricos, rutina, hesperidina: Essa vitamina encontra-se principalmente nas frutas cítricas, groselha preta, casca de limão e pimentão; os flavonóides dão o tom amarelado e alaranjado dos alimentos cítricos. Auxilia a vitamina C a manter a saúde dos tecidos conjuntivos. Sua principal função está relacionada com a resistência dos vasos sangüíneos capilares, o que evita hemorragias. Sua deficiência causa manchas vermelhas ou púrpuras na pele e nas mucosas devido a hemorragias – num estado mais avançado, tais manchas passam para azuis ou amarelas. Causa também lassidão (fadiga, cansaço), e dores nos membros (Coltro; Mindell).
-----Não existem indicações de valores para ingestão diária, mas deve-se ingerir pelo menos 100 mg de bioflavonóides para cada 500 mg de vitamina C. As fontes alimentícias mais importantes são: pele branca dos gomos das frutas cítricas; abricó, trigo sarraceno; amoras silvestres; cereja e fruto da roseira (Mindell).

-----Vitamina T: promovem o crescimento.

-----Vitamina U: encontrada no repolho.

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

VITAMINAS - VI

Colina: Também é uma vitamina do complexo B e funciona em conjunto com o inositol para o aproveitamento das gorduras e do colesterol. Penetra nas células do cérebro onde produz uma substância que favorece a memória. Entra no controle e na produção de colesterol pelo organismo; auxilia na condução dos impulsos nervosos; auxilia a desintoxicação do fígado; etc. Sua deficiência pode produzir a cirrose e a degeneração adiposa do fígado, endurecimento das artérias e mal de Alzheimer. As principais fontes naturais são a gema do ovo; o miolo, o fígado e o coração de animais; verduras; levedura; germe de trigo; e, em pequena quantidade, na lecitina (Mindell).

As IDR (ANVISA*) em miligramas são as seguintes: 0-6 meses – 125; 7-11 meses – 150; 4-10 anos – 250; adultos – 550; gestantes – 450; e lactantes – 550.

Vitamina D (grupos D1, D2 e D3) – calciferol, viosterol ou ergosterol: Indispensável para manter e mobilizar o cálcio e o fósforo no organismo. Torna os dentes fortes e bem conformados e faz parte integrante dos ossos. Sua carência provoca o raquitismo e prepara o caminho para a cárie dentária. É produzida no corpo pela ação dos raios ultravioleta do Sol sobre o ergosterol, provitamina D, que se encontra na pele.

A fim de conseguir a vitamina D, basta expor às radiações ultravioletas naturais, preferivelmente de manhã, ou artificiais o corpo ou os próprios alimentos, como as bananas, que também contêm provitamina D.

Os ovos, em suas gemas, possuem uma grande quantidade de vitamina D. A gema de um ovo cozido pesa em torno de 15 g e possui mais vitamina D do que 100 g de fígado, além de ferro, cálcio e outros minerais e todas as demais vitaminas, com exceção das A e C.

Nos países de clima frio e temperado, aconselha-se o uso de alimentos enriquecidos com vitamina D. Já nos países ensolarados, isso não se faz necessário, a produção da vitamina D no organismo humano cobre suas necessidades satisfatoriamente, segundo é corrente. Contudo, as recomendações diárias são de 5 a 10 mcg de vitamina D (5**), cujas principais fontes naturais são o óleo de fígado de peixes, sardinha, arenque, salmão, atum, leite e laticínios (Mindell) e, é claro, o ovo (Balbach).

Os sintomas de toxidez de calciferol incluem sede excessiva, ardência nos olhos, coceira, vômitos, diarréia, etc.

Vitamina E – tocoferol: Há no grupo das vitaminas E oito tipos – alfa, beta, gama, delta, ipsilon, zeta, TA e teta tocoferóis –, sendo que o alfa é o mais eficaz. O tocoferol tem a função específica de garantir a normalidade da reprodução e do metabolismo muscular. Sua deficiência provoca a esterilidade.

Algumas outras funções da vitamina E no organismo humano são as seguintes: atua como antioxidante; reforça a atividade da vitamina A; atua como vasodilatador e como anticoagulante; etc. Sua deficiência causa a destruição das células vermelhas do sangue; degeneração muscular; anemias e perturbações na reprodução. As fontes naturais mais importantes são: germe de trigo, soja, óleos vegetais, brócolis, couve-de-Bruxelas, verduras, espinafre, trigo integral, cereais integrais e ovo (Mindell).

As recomendações diárias dadas em a (alfa)-TE (1 mg a-tocoferol = 1 mg a-TE (TE = equivalente de a-tocoferol)): infância: até 6 meses de idade – 3 (2,7**), de 7 a 11 meses – 4 (2,7**); jovens: de 1 a 3 anos – 6 (5**), de 4 a 10 anos – 7 (4-6 anos** - 5; 7-10 anos** - 7); adolescentes e adultos do sexo feminino – 8; adolescentes e adultos do sexo masculino – 10 (adultos** - 10) ; gestantes – 10; e lactantes – 12 (10**).

Vitamina F – ácidos graxos poliinsaturados – linoléico, linolênico e araquidônico: A sugestão é de que pelo menos 1% das calorias diárias ingeridas seja na forma desses ácidos, contudo, se o consumo de carboidratos for muito alto deve-se ingerir mais do que isso. Assim, deve-se ingerir diariamente, no mínimo, (1% de 1000 kcal = 10 kcal e 10 kcal / 9 kcal/g=) 1,1 g de ácidos graxos poliinsaturados para cada 1000 kcal. Esses ácidos graxos ajudam a queimar a gordura saturada, desde que se ingira o dobro deles com relação aos contidos na gordura saturada (Mindell), porém, como já foi visto, a relação mais adequada deve ser de pelo menos três para um.

A vitamina F, representada pelos ácidos graxos poliinsaturados linoléico, linolênico e aracdônico, tem as seguintes funções no organismo humano: colabora na prevenção do depósito de colesterol nas artérias; mantém a saúde da pele e dos cabelos; protege contra os malefícios dos raios X; contribui para o crescimento e o bem-estar, auxiliando a atividade glandular e disponibilizando o cálcio das células; combate as enfermidades cardíacas; e ajuda na redução do peso queimando as gorduras saturadas. As melhores fontes naturais desses ácidos graxos são os óleos vegetais de amendoim, de germe de trigo, de linhaça, de girassol, de açafrão, de soja, de milho, etc; o amendoim, a semente de girassol, a noz-pecã, a amêndoa e o abacate (Mindell). Entre as doenças causadas pela deficiência de vitamina F estão a eczema e a acne.

Leia sobre outras vitaminas na próxima postagem.

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