Cálcio: O organismo humano nem sempre aproveita todo o cálcio contido nos vários alimentos, de uns absorve mais e de outros, menos, como por exemplo: do leite aproveita até 91%; do brócolis, cerca de 79%; da couve-flor, 69%; do alface, 84%; da couve, 76%; do espinafre, rico em cálcio, pode aproveitar apenas uma proporção relativamente baixa; do caruru e da bertalha, apenas 50%.
As dificuldades de absorção do cálcio estão relacionadas à sua forma de apresentação nos alimentos – os oxalatos de cálcio são insolúveis e, por isso, praticamente não absorvíveis pelo organismo humano. Também interferem na absorção e fixação do cálcio: a menor ou maior presença de ácidos e gorduras, vitamina D e vitamina C, que são substâncias que favorecem a absorção e fixação do cálcio; e a função de certas glândulas: as paratireóides, a tireóide, as supra-renais, a hipófise e as gônadas, que regulam o metabolismo do cálcio.
Funções do cálcio no organismo:
- juntamente com o fósforo, construtor dos ossos e dentes;
- auxilia na coagulação do sangue;
- constitui o cimento intercelular;
- atua para aumentar o consumo de oxigênio dos tecidos;
- auxilia, nos músculos, a fase de recuperação, retardando a fadiga;
- reforça a membrana celular e diminui a permeabilidade, impedindo a dispersão de colóides;
- diminui a excitabilidade neuromuscular;
- coordena a ação do sódio e do potássio na contração cardíaca;
- ativa a ação do lab-fermento contido no estômago;
- contribui para manter o equilíbrio do ferro no organismo;
- é indispensável ao aproveitamento do fósforo, com o qual anda sempre unido, e com o qual deve se apresentar numa proporção de dois para um (Mindell);
- tem ação na defesa do organismo contra as infecções.
– alivia a insônia (Mindell).
Dietas pobres em cálcio produzem no organismo os seguintes males:
01 – enfraquecem-se as defesas contra as infecções;
02 – o sistema nervoso revela fácil irritabilidade, ocorrendo explosões nervosas, insônia, etc; além disso, há também a predisposição para as convulsões; manifesta-se a tetania e a espasmofilia; etc.;
03 – enfraquece-se a descontração muscular (câimbras freqüentes);
04 – o sangue não se coagula normalmente (perigo de hemorragias);
05 – o raquitismo;
06 – e também os seguintes sintomas: cárie dental, cefaléia à tarde, desnutrição, dores agudas nos órgãos genitais, melancolia, osteomalácia, palpitações do coração ao subir escadas, supurações, tumefação dos gânglios inguinais.
A doença causada por depósitos de cálcio ocorre devido ao excesso de absorção dessa substância causado por doses excessivas de vitamina D ou ao excesso de cálcio no sangue devido ao funcionamento excessivo das paratireóides, ou, ainda, por doença desconhecida, ou por ingestão excessiva (mais de 2 gramas de cálcio por dia provoca a hipercalcemia (Mindell)).
Perdem-se diariamente, através da urina e das fezes, cerca de 660 mg de cálcio, por isso há a necessidade de se incluir essa substância nas refeições diárias. As recomendações em mg/dia são: infantil – 210 (0-6 meses** - 300; 7-11 meses** - 400); jovens de 1 a 3 anos – 500, de 4 a 8 anos – 800 (4-6 anos** - 600; 7-10 anos** - 700); jovens acima de 9 anos e adolescentes até 18 anos – 1300 (1,3 gramas/dia); adultos a partir dos 19 anos até 50 anos – 1000 (1 g/dia); adultos acima de 51 anos – 1200 (1,2 g/dia); gestantes e lactantes: até 18 anos – 1300 (1,3 g/dia), e acima de 19 anos – 1000 (1 g) gestantes** – 1200; lactantes** - 1000).
A exposição aos raios solares e a vitamina D são elementos necessários para a fixação de cálcio no organismo. Além disso, o emprego da lactose, açúcar do leite, juntamente com outros alimentos, aumenta a absorção e fixação do cálcio.
A carne, a manteiga e o pão são alimentos pobres em cálcio. Por outro lado, o leite, os ovos, as verduras, as nozes e algumas frutas são fontes ricas de cálcio.
Cloro: O cloro, encontrado na Natureza somente combinado com outras substâncias – como o sódio, potássio e o magnésio –, no ser humano adulto, está presente numa quantidade pouco maior que 1 grama por quilograma de peso corporal e distribuído nas secreções, nas células e nos líquidos extracelulares. No suco gástrico, o cloro se apresenta sob a forma de ácido clorídrico livre e também combinado em forma de sais; no sangue, aparece sob a forma de cloreto de sódio. A absorção do cloro ocorre através do intestino, e sua excreção ocorre principalmente pela urina e depois pelas fezes e suor.
As funções do cloro no organismo humano são:
- participa do equilíbrio ácido-básico do sangue;
- concorre para a pressão osmótica, juntamente com o sódio e o potássio;
- desempenha papel importante como constituinte dos sucos gástricos, pancreáticos e entéricos, e da bílis; ajuda a eliminar os metabólitos (substâncias geradas pelo metabolismo) do organismo porque auxilia o bom funcionamento do fígado.
A necessidade diária de cloro para um ser humano adulto é de aproximadamente 5 g, e, numa dieta onde está presente o sal de cozinha, essa necessidade normalmente é satisfeita.
A falta de cloro no organismo humano produz os seguintes sintomas: dores nos ossos, fome constante, intumescimento do abdômen, membros pesados, sensação de calor nos rins, sono perturbado (com grunhidos, gemidos, angústia), pele verde-amarela, prostração nervosa, urina sanguinolenta.
As recomendações diárias de ingestão de cloro são as seguintes: infância: de 0 a 6 meses – 275 a 700 mg, de 6 a 12 meses – 400 a 1200 mg; jovens e adolescentes: de 1 a 3 anos – 500 a 1500 mg, de 4 a 6 anos – 700 a 2100 mg, de 7 a 10 anos – 925 a 2775 mg, e a partir de 11 anos – 1400 a 4200 mg; e adultos – 1700 a 5100 mg.
Cobalto: Conforme Mindell, o cobalto faz parte da vitamina B12 e é matéria fundamental aos glóbulos vermelhos do sangue, por isso sua deficiência causa a anemia. Não há recomendações de ingestão diária, mas o consumo próximo a 8 mcg por dia satisfaz as necessidades orgânicas dessa substância (Mindell).
Leia sobre outros sais minerais na próxima postagem.
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