quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

VITAMINAS - III

Vitamina B5 – ácido pantotênico, pantotenato de cálcio ou pantotenol: Suas principais funções no organismo humano estão relacionadas aos mecanismos de oxidação celular, o aproveitamento normal dos protídios pelo organismo, a influência no metabolismo do enxofre, na ativação do mecanismo dos glucídios (a riboflavina e a tiamina também desempenham importantes papéis na demolição e síntese de glucídios); reduz o colesterol e os triglicerídios sangüíneos, e pode ser útil na desintoxicação alcoólica. Auxilia a formação das células, a manutenção do crescimento normal e o desenvolvimento do sistema nervoso central; permite o bom funcionamento das glândulas supra-renais; é necessária à produção de anticorpos; etc.

A carência de vitamina B5 é responsável pelo aparecimento da pelagra, uma avitaminose caracterizada por eritema (rubor congestivo da pele) das partes descobertas, perturbações digestivas, nervosas e mentais (dermatite – eritema e escamações; diarréia – e lesões na mucosa da boca e na língua; demência – e outros sintomas psicóticos: alucinações, delírios, amnésia).

As cotas recomendadas são: infantil – até 6 meses de idade – 2 mg/dia (1,7**), de 7 a 11 meses – 3 mg/dia (1,8**); jovens de 1 a 3 anos – 3 mg/dia (2**), de 4 a 6 anos – 3-4 mg/dia (3**), de 7 a 10 anos – 4-5 mg/dia (4**); adolescentes a partir dos 11 anos de idade – 4 a 7 mg/dia; e adultos – 4-7 mg/dia (adulto** - 5 mg/dia); gestante** – 6 mg/dia; e lactante** – 7 mg/dia.

Vitamina B6 ou Piridoxina ou Edermina: A vitamina B6 é solúvel em água, é estável aos álcalis (bases fortes) e aos ácidos, é resistente ao calor, mas decompõe-se rapidamente à luz ultravioleta. Encontra-se, na natureza, livre ou combinada com substâncias protéicas. Sua deficiência produz a pelagra.

Produz bons resultados no combate à pelagra (nos casos resistentes às outras vitaminas do complexo B) e no tratamento da distrofia muscular pseudo-hipertrófica, na miastenia (fraqueza muscular), na epilepsia hepática e na anemia macrocítica da pelagra. Permite a assimilação adequada das proteínas e gorduras; auxilia na conversão do triptofano em niacina; participa ativamente na síntese de ácidos nucléicos que ajudam a retardar o envelhecimento; etc.

As fontes mais ricas em vitamina B6 são o lêvedo de cerveja, os cereais integrais, os legumes, os vegetais verdes, o leite.

Ingestões diárias recomendadas: infantil de 0 a 6 meses – 0,1 mg/dia, de 7 a 11 meses – 0,3 mg/dia (0,1**); jovens de 1 a 8 anos – 0,5 a 0,6 mg/dia; sexo feminino de 9 a 13 anos – 1,0 mg/dia, de 14 a 18 anos – 1,2 mg/dia, de 19 a 50 anos – 1,3 mg/dia e acima de 51 anos – 1,5 mg/dia; sexo masculino de 9 a 13 anos – 1,0 mg/dia, de 14 a 50 anos – 1,3 mg/dia e acima de 51 anos – 1,7 mg/dia; gestante – 1,9 mg/dia; e lactante – 2,0 mg/dia.

Vitamina B7 ou Inositol: Vitamina do complexo B que metaboliza gorduras e colesterol e é importante para a nutrição das células cerebrais. Considera-se provável que um grama por dia é uma boa dose para um adulto. O surgimento de eczema é um sintoma da deficiência dessa vitamina. As suas melhores fontes naturais são: fígado, miolos e coração de boi; lêvedo de cerveja; feijão-de-lima; melão; grapefruit (toranja); uvas; germe de trigo; melaço não refinado; amendoim e repolho (Mindell).

Leia sobre outras vitaminas na próxima postagem.

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