Vitamina B1 – Tiamina: A vitamina B1 mantém a saúde do sistema nervoso, é fator importante para o crescimento normal do indivíduo, dá regularidade ao metabolismo e à manutenção do apetite, auxilia a digestão dos carboidratos, etc.
A falta ou deficiência dessa vitamina causa diminuição da memória (cansaço mental), falta de atenção, fraqueza muscular, redução da capacidade mental; perda do apetite, incômodos estomacais após as refeições (mal-estar, náuseas e vômitos); causa a beribéri, doença cujas características principais são: inflamação simultânea de vários nervos, edema e afecções no coração.
Pesquisas realizadas mostram que a deficiência de vitamina B1 no organismo humano leva a manifestações de desequilíbrio nervoso e mental, sendo que os primeiros e mais freqüentes sinais observados nos indivíduos submetidos à experiência foram: diminuição da memória (cansaço mental), falta de atenção, fraqueza muscular, redução da capacidade mental – sintomas que também estão presentes nos alcoólicos crônicos, pois o álcool é um grande destruidor da vitamina B1. Outros sintomas observados foram: perda do apetite, sensação de mal-estar no estômago após as refeições, náuseas e vômitos – também muito comuns nos intoxicados pelo álcool.
A vitamina B1 destrói-se em temperatura elevada e, por isso, é denominada de termolábil, ela é solúvel na água, assim também é denominada de hidrossolúvel. Essas características informam que os alimentos que contêm essa vitamina não devem ser cozidos em altas temperaturas e nem mergulhados em muito líquido, que depois do preparo vai ser descartado, pois se descartará também, senão toda, pelo menos grande parte da vitamina B1 desses alimentos.
A necessidade de Tiamina é de 0,2 a 0,3 miligramas por dia (G/dia) para a criança em seu primeiro ano de vida (infantil); para jovens com idades entre 1 e 8 anos, recomenda-se de 0,5 a 0,6 mg/dia; para o sexo feminino acima de 9 anos de idade, entre 0,9 e 1,1 mg/dia; para o sexo masculino acima de 9 anos de idade, de 0,9 a 1,2 mg/dia; para a gestante, 1,4 mg/dia; e para a lactante, 1,6 mg/dia. Conforme Candela e Blanco, deve-se ingerir diariamente 0,5 mg de Tiamina por cada 1000 kcal de energia ingerida.
Conforme Mindell, as vitaminas do complexo B devem ser ingeridas juntas para que funcionem de modo mais eficaz; e, em casos raros de intoxicação com Tiamina, os sintomas apresentados são tremores, herpes, edema, nervosismo, batimento cardíaco rápido e alergias.
Vitamina B2 ou vitamina G – Riboflavina: A vitamina B2 é termoestável, não é destruída pelo calor do cozimento, ela é indispensável à normalidade das funções orgânicas, pois intervém no metabolismo; tem a função de coenzima de sistemas que participam nas oxidações celulares; promove o crescimento; ajuda a reprodução; auxilia na regeneração sangüínea e no bom funcionamento do fígado, do trabalho cardíaco e do aparelho ocular. É muito importante como fator preventivo da pelagra.
A deficiência de Riboflavina gera desde a perda do apetite até distúrbios mais graves, como por exemplo: afecções (doenças) na pele – lesões na boca, lábios, pele e órgãos genitais; inflamação da córnea, do olho e catarata; e distúrbios psíquicos.
As necessidades diárias são: infantil – 0,3 a 0,4 mg/dia; jovens de 1 a 8 anos – 0,5 a 0,6 mg/dia; sexo feminino (acima de 9 anos de idade) – 0,9 a 1,1 mg/dia; sexo masculino (acima de 9 anos de idade) – 0,9 a 1,3 mg/dia; gestante – 1,4 mg/dia; e lactante – 1,6 mg/dia. Ou, conforme Candela e Blanco, devem-se ingerir 0,6 mg de Riboflavina ao dia para cada 1000 kcal de energia ingerida.
Vitamina B3 ou vitamina PP – niacina, niacinamida, ácido nicotínico, nicotinamida: É encontrada principalmente na levedura de cerveja, nas vísceras e carnes de animais, e nos legumes secos. Favorece o metabolismo; reduz os níveis de lipídios no sangue e participa na produção de energia; sua presença é fundamental para a síntese de hormônios sexuais, da cortisona, da tiroxina e da insulina; mantém a saúde do sistema nervoso. Sua deficiência provoca lesões na pele, diarréia, demência e até a morte.
Conforme Mindell, o organismo humano pode sintetizar a niacina a partir do aminoácido triptofano, contudo tal não ocorre se o organismo estiver deficitário nas vitaminas B1, B2 e B6. As fontes naturais mais importantes são: fígado, rim, carne magra, carne de frango, peixe, ovo, trigo integral, lêvedo de cerveja, amendoim torrado, abacate, tâmara, figo, e ameixas.
Considerando que 1 mg NE (1 mg equivalente niacina) = 1 mg de niacina = 60 mg de triptofano alimentar, as recomendações diárias são: infância: de 0 a 6 meses – 6 mg NE (2**) ou 360 mg de triptofano alimentar, de 7 a 11 meses – 8 mg NE (4**) ou 480 mg triptofano; jovens: de 1 a 3 anos – 9 mg NE (6**), de 4 a 6 anos – 11 mg NE (8**), e de 7 a 10 anos – 16 mg NE (12**); adolescentes e adultos do sexo masculino: de 11 a 18 anos – 18 mg NE, de 19 a 22 anos – 19 mg NE, dos 23 aos 50 anos – 18 mg NE, e à partir dos 51 anos – 16 mg NE; adolescente e adultos do sexo feminino: de 11 a 14 anos – 15 mg NE, de 15 a 22 anos – 14 mg NE, e à partir dos 23 anos – 13 mg NE (adultos** - 16 mg NE); gestantes – 17 mg NE (18**); e lactantes – 20 mg NE (17**). Candela e Blanco indicam 6,6 mg NE/1000 kcal/d, sendo que as gestantes e as lactantes devem incrementar o consumo em 2 a 5 mg NE.
Leia sobre outras vitaminas na próxima postagem.
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